segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Fair-Play financeiro da UEFA

Não gastar mais do que as receitas obtidas pelo nosso clube de futebol. Este é o principal objectivo do novo regulamento do fair-play financeiro da UEFA. As novas regras deverão garantir um comportamento mais disciplinado e responsável por parte dos clubes de futebol europeus. A despesa excessiva registada por muitos clubes europeus de futebol durante demasiado tempo resultou numa "situação insustentável, que tem vindo a agravar-se desde 2009", afirmou o responsável pelo sistema de licenciamento de clubes da UEFA, Andrea Traverso.
Os problemas
Em 2008, os prejuízos totais dos principais clubes europeus de futebol ascenderam a 578 milhões de euros, tendo 47% dos clubes declarado prejuízos. Por outro lado, 65% das receitas dos clubes destinaram-se a salários, com dívidas e empréstimos contraídos no montante de 5,5 mil milhões de euros.

Os objectivos
O novo regulamento tem como objectivos introduzir uma maior disciplina e racionalidade na gestão financeira dos clubes de futebol, encorajar investimentos a longo prazo no sector da juventude e em infra-estruturas, e proteger a viabilidade dos clubes europeus de futebol a longo prazo.

As soluções
Os regulamentos relativos ao licenciamento de clubes e fair-play financeiro foram adoptados pela UEFA no dia 27 de Maio de 2010. O requisito de equilíbrio financeiro, que constitui a medida mais importante do regulamento, prevê que os clubes não possam gastar mais do que as receitas obtidas. Depois de uma implementação faseada de três anos – 2010, 2011 e 2012 – o requisito de equilíbrio financeiro entrará em vigor e começará a ser avaliado durante a temporada 2013/2014. Os clubes terão a obrigação de fornecer à UEFA as informações financeiras necessárias para o efeito.

As sanções serão aplicadas de forma gradual. Os clubes serão sujeitos a uma avaliação trianual: se existirem problemas serão avisados e, após o segundo ano, serão sujeitos a sanções e multas, podendo até ser eventualmente excluídos das competições da UEFA.


Pois bem, a pergunta faz-se: Está o FC Porto preparado para esta norma?
A resposta parece ser simples mas não é. Vamos por partes. As contas dos clubes na temporada de 2011/12 serão as primeiras a ser analisadas à lupa. A UEFA aguardará pelas contas seguintes - referentes à temporada de 2012/13 - para tomar as primeiras decisões. A UEFA olhará para proveitos dos clubes como bilheteira, direitos audiovisuais, marketing, patrocínios, merchandising e transacção de jogadores e para os custos salariais, contratações e outras despesas com as actividades do futebol. O FCP tem que perceber, que transferências como as do Falcao vão acabar??!!, ou seja lá se vai uma grande fonte de receita. Convém por isso pensar em jogadores nacionais e da formação que apresentem qualidade, de nada vale saírem da formação com cláusulas de rescisão, quando depois se os vemos a jogar e nem metade valem. O marketing é um tema que vou deixar para um post a parte. A receita de bilheteira tende a cair, vivemos tempos de crise, com cortes por tudo quanto é sítio, e o futebol sai prejudicado. Os direitos televisivos, aqui é que pode estar um boa fonte de financiamento. Este ano já contamos com mais dinheiro pelos nossos direitos televisivos, e não nos podemos esquecer que temos um canal de televisão que queremos que se torne rentável. A nível de patrocínios já ouvi dizer por ai que o Benfica quer que a tmn os patrocine em exclusivo, não sei se é verdade mas nada me surpreende. Pode ser que tenhamos a sorte dum patrocínio árabe, que tanto jeito fazia agora. E é nesta questão dos patrocínios que nasce a minha dúvida. Platini disse em entrevista ao ojogo, que esta lei ia permitir que clubes mais pequenos conseguissem lutar contra os grandes actuais. Como Platini? Vem um árabe patrocina um clube, compra um clube, entre na fonte de receitas publicitarias 200 milhões de euros, por exemplo, será que assim não continuam a gastar como querem e podem? Convém o FCP estar atento e começar a preparar-se para tudo…

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